Investimento Público em Sintra | Da inércia da Câmara à eficácia do Governo
Em sete anos consecutivos de governação da Câmara Municipal de Sintra, pouco ou nada se viu dos executivos liderados por Fernando Seara no que respeita a investimentos públicos. O que salta à vista, são os grandes projectos que estão a ser concretizados pelo Governo em Sintra, nomeadamente o alargamento do IC19, as conclusões dos IC16 e IC30, as estações ferroviárias do Cacém e de Massamá, o Polis Cacém e a criação da “Cidade do Cinema”.
Basta observarmos as execuções orçamentais dos últimos anos para se perceber, com facilidade, que o investimento camarário em obras públicas tem sido pouco mais que nulo. De facto, a incapacidade de planificar, de realizar e de gerar riqueza no Concelho de Sintra tem sido notória nestes sete anos.
Se é um facto de que Fernando Seara beneficiou, no seu primeiro mandato, dos múltiplos projectos - uns já em andamento e fase de conclusão, outros prontos a arrancar - deixados pelo executivo liderado por Edite Estrela; no presente está a encostar-se às grandes realizações que o Governo de José Sócrates está a implementar no Concelho de Sintra. Da Câmara, não sai um projecto, uma iniciativa de investimento, uma ideia estratégica…
Com a conclusão de três grandes vias estruturantes e estruturais como são o IC19, o IC16 e o IC30, o Governo está a dotar o Concelho de Sintra com uma rede viária capaz de corresponder às necessidades da sua população e das suas empresas, contribuindo sobremaneira para o desenvolvimento económico e social dos sintrenses.
A complementar esta melhoria nas redes de comunicação, particularmente entre Sintra e a capital, é também de salientar a construção das estações ferroviárias do Cacém e de Massamá, e a tão esperada quadruplicação das linhas de comboio.
Outra grande obra governamental no território sintrense é, sem dúvida, o Polis Cacém, devolvendo a cidade aos seus habitantes, tornando aquele espaço muito mais aprazível e requalificando o seu tecido urbano.
E em todo este volume de obras públicas podem os munícipes pensar que existe a mão do executivo camarário. Mas não. Infelizmente, não existe! Contudo, é certo que vai a Câmara a reboque do Governo, tentando tirar daí alguns dividendos políticos…
Não bastava o que atrás referimos, eis que surge agora um interessante e benéfico projecto denominado Cidade do Cinema, a ser efectuado em Sintra. E logo a imagem do presidente da Câmara Municipal de Sintra aparece colada a esta iniciativa, como se de obra sua se tratasse.
O facto é que esta “Cidade do Cinema” é um projecto do Grupo Media Capital, assente e consubstanciado no estatuto PIN criado pelo Governo, já que preenche os requisitos estabelecidos no Regulamento do Sistema de Reconhecimento e Acompanhamento de Projectos de Potencial Interesse Nacional.
É bom sabermos quem faz, quem é responsável, quem planeia e quem edifica. Mas também é importante sabermos quem não faz, quem não éresponsável, quem não planeia e quem não edifica. Para que os louros não ornamentem a cabeça errada…