Discurso proferido pelo Presidente do PSFAUL, Joaquim Raposo na Sessão de Encerramento do XIII Congresso

Caros Camaradas

Em primeiro lugar queria agradecer a todos os militantes que se empenharam na eleição dos delegados para o Congresso que aqui realizamos.

Em segundo lugar a todos os delegados que acompanharam os trabalhos e que com as suas ideias e as suas opiniões o tornaram num momento de reflexão do nosso futuro colectivo.

Em terceiro lugar a todos os camaradas que aceitaram participar na COC e na organização da minha candidatura.

Em quarto lugar a todos os que aceitaram fazer parte da Comissão de Honra.

Em quinto lugar aos camaradas que hoje aqui dirigiram os trabalhos com tanta serenidade e eficácia o que nos permite chegar aqui mais esclarecidos, mais coesos e com mais força para enfrentar os desafios do futuro próximo.

Meus Caros Camaradas

É com grande satisfação que me dirijo ao congresso neste momento de encerramento dos nossos trabalhos que é também um ponto de partida.

Ponto de partida para uma viagem que nos obrigará necessariamente a enfrentar as eleições europeias, as eleições legislativas e as eleições autárquicas.

De todas as intervenções que aqui foram  proferidas senti um impulso positivo e uma confiança no futuro que não podemos desperdiçar.

Sei que a maioria dos militantes do Partido Socialista estão conscientes das dificuldades que o país e o mundo atravessam.

Porém isso não nos fará esmorecer porque o entusiasmo que aqui verifiquei é demonstrativo de que os militantes sabem que o Partido Socialista tem tido e continuará a ter a vontade para responder aos estímulos da sociedade, a capacidade para enfrentar os desafios com que a população da área metropolitana se debate e para encontrar as melhores soluções para os problemas da região.

Esse entusiasmo é determinante para reforçar a confiança que sinto em todos e em cada um de vós e para assumir mais este desafio, que é um desafio pelo PS, pela Região em que todos militamos e por Portugal.

Todos temos consciência de que o próximo mandato vai ser condicionado pelas eleições europeias, legislativas e autárquicas.

Como todos sabem não é a primeira vez que, enquanto Presidente da Federação, conduzo os destinos da FAUL em período eleitoral.

É contudo a primeira vez que, num só ano civil, estaremos confrontados com os nossos adversários directos em três eleições, todas elas com carácter nacional ou repercussão nacional.

Desde o príncipio vos declarei que com a minha candidatura à FAUL pretendia promover a estabilidade política ao nível da nossa Federação de modo a que todos possamos concentrar esforços nos combates do futuro, canalizando toda a nossa energia para os três actos eleitorais que se aproximam.

O debate que aqui realizamos, no qual cada um expresso as suas opiniões, reforçou a ideia que já tinha — a de que a FAUL tem um conjunto de militantes que se encontram mobilizados para ganhar os desafios do futuro, lutando pelas causas do socialismo democrático e pelo seu ideário.

Sempre fui um homem que gosta de trabalhar em equipa e por isso disponível para um trabalho colectivo que reforce o Partido ao nível das secções de residência ou sectoriais, ao nível das concelhias, a nível federativo e a nível nacional.

Sei que a equipa que me acompanhará está imbuída do mesmo espírito ganhador e tem capacidade para valorizar e estimular as candidaturas dos militantes da Federação nas diversas eleições que se avizinham, conscientes de que as vitórias do Partido Socialista têm de continuar a ser alicerçados na qualidade dos nossos candidatos.

Como todos sabem, ao longo do último mandato, nós tivemos eleições intercalares no Município de Lisboa, embora só para o Executivo Camarário.

Tivemos uma candidatura de primeira água, o nosso camarada António Costa.

Foi uma campanha eleitoral difícil, na qual muitos de nós se empenharam, e quero aqui realçar a entrega e o sentido de alta responsabilidade partidária pelo António Costa que prescindiu de ser o número dois do governo para assumir esta candidatura.

Mas o António Costa já nos habituou, já o conhecemos há muito, já sabemos que responde à chamada prescindindo sempre dos seus interesses pessoais quando o bem colectivo é mais determinante.

A sua entrega ao serviço do partido e da cidade de Lisboa é um exemplo que todos temos de seguir no ano que se avizinha.

Ele é um exemplo que quero ver seguido nas próximas eleições.

Em democracia ninguém sabe, à partida, se vai ganhar, quando se candidata a este ou àquele cargo, mas há uma coisa que todos os militantes do Partido Socialista que forem candidatos têm de estar conscientes - é que todos têm de ter vontade e motivação para ganhar.

Este tem de ser o nosso lema. - Querer ganhar -

Nós temos um governo do PS, superiormente dirigido pelo nosso camarada José Sócrates, de que todos temos de nos orgulhar.

O país saiu valorizado em termos europeus pela excelente presidência europeia que o governo português protagonizou.

Somos um país politicamente fiável no contexto da União Europeia em que estamos integrados e isso hoje deve-se cada vez mais ao governo do Partido Socialista.

Um governo que, sem perder a sua matriz socialista, soube estabilizar as contas públicas, de modo a que hoje possamos enfrentar a grave crise europeia em que estamos mergulhados, com esperança e confiança nas políticas de investimento público, que estamos a promover, que nos ajudarão a retomar o caminho do progresso e do desenvolvimento social que todos almejamos para os nossos concidadãos, principalmente para os mais desprotegidos.

Um governo que promoveu as mais profundas reformas estruturais jamais tentadas por qualquer governo do país, mas que soube, na educação e nas políticas sociais, manter uma matriz socialista, de modo a que saibamos que o país comporta uma almofada que tem atenuado as mais gritantes carências de alguns, as quais ferem a consciência de qualquer socialista, o que nos obriga a que continuemos a lutar por um país mais inclusivo e mais solidário.

Temos na Ãrea Metropolitana de Lisboa um conjunto de autarcas que têm sido de uma entrega total à causa pública.

Que têm feito verdadeiras revoluções tranquilas e serenas nos seus municípios e que hoje merecem a confiança dos seus eleitores.

Seria fastidioso enumerar as políticas socialistas que têm sido promovidas nos concelhos dirigidos por socialistas.

Vocês conhecem-nas bem e, tal como eu, tenho a certeza de que estais orgulhosos do seu trabalho em prol das nossas populações.

O caminho faz-se caminhando, mas a passada firme e serena que temos imprimido à governação nos municípios socialistas tem sido apreciada como uma referência, que temos de continuar.

No ano que se aproxima temos de reforçar a cadência dessa marcha socialista de modo a que também ela nos ajude no esforço colectivo que temos de desenvolver para ganharmos as europeias, as legislativas e reforçarmos a nossa posição nas autárquicas.

Sei da importância das primeiras dessas eleições, as europeias.

Gostaria que todos e todas estivessem conscientes de que essas eleições não são só para elegermos uns camaradas que representarão o partido socialista no Parlamento Europeu.

Não camaradas, essas eleições serão o primeiro passo de uma caminhada que temos de fazer durante 2009 e que condicionará o nosso futuro colectivo nos próximos anos.

Temos de pensar que os esforços e os sacrifícios que fomos obrigados a fazer, atenta a situação calamitosa em que o PSD nos deixou o País, não podem ter sido feitos em vão.

Por isso em nome daquilo que é o interesse nacional, nós temos de encarar essas eleições como se cada um de nós fosse candidato ao Parlamento Europeu e explicar aos nossos amigos, aos nossos vizinhos e aos nossos familiares a importância desse primeiro passo da caminhada que temos de levar a efeito em 2009.

Se assim fizermos, se nos empenharmos, se conseguirmos passar essa mensagem poderemos atingir os objectivos que temos de nos propor:

Ganhar as eleições europeias, as legislativas e as autárquicas.

É esse o nosso objectivo, tem de ser essa a nossa vontade e a nossa determinação.

A jornada é difícil, o objectivo é aliciante, o resultado tem de ser conseguido, para bem de Portugal e dos Portugueses.

VIVA a FAUL

VIVA o PS

VIVA PORTUGAL

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